segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Administrar o tempo para a evolução


Parece que o dia diminuiu de tamanho. A impressão é de que não conseguimos dar conta de todos os afazeres e obrigações e, via de regra, chegamos ao final do dia com a sensação de que não realizamos todas as tarefas que tínhamos a realizar. Não deu tempo. Será que não deu tempo mesmo? Por que algumas pessoas conseguem fazer tantas coisas, produzir tanto, dar conta de tantos afazeres enquanto outras não fazem nem a metade?

O dia tem a mesma quantidade de horas para todas as pessoas. A diferença está no aproveitamento do tempo. O problema é que as pessoas não conseguem aproveitar seu tempo por dificuldades de organização interna, o que repercute na organização externa. Se não conseguimos dar conta do próprio dia, como teremos tempo para cuidar de nossa evolução?

Alguns fatores atrasam nossa evolução: medos, carências, culpas, mágoas, apegos diversos etc....Essas dificuldades emocionais aprisionam a pessoa e não permitem que ela cresça e evolua, pois fica girando em torno de seu próprio ego a vida inteira.

Para sair desse processo é necessário se rever com sinceridade e se dispor a corrigir os defeitos e resolver as dificuldades. E para isso é muito importante uma decisão: começar a se mexer, sair da zona de conforto, parar de culpar os outros pelo seu fracasso ou infelicidade e sair à luta, sendo dono de sua própria vida. Quem quer fazer arruma recursos, quem não quer arruma um monte de desculpas.

Para administrar bem o tempo faça o seu máximo melhor da primeira vez. Dessa forma, você economiza tempo, energia e exercita o sentimento. Isso é qualidade. Fazer as coisas com qualidade ajuda você a ser uma pessoa melhor em todos os sentidos.

É possível reverter qualquer situação com vontade e empenho. E persista na mudança. A continuidade é imprescindível para alcançar resultados consistentes.

By Fátima Alves
Artigo escrito para o Centro de Estudos da Consciência – CEC - www.centrodeestudos.org

sábado, 10 de novembro de 2012

English version

Change is possible. Be happy:. a choice. The book in English version will be available soon.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Como dizer 'não' sem culpa


De forma geral, no seu dia a dia, você consegue dizer não e ficar bem? Se você é do tipo que quando diz um ‘não’ fica cheio de culpa e remorso, saiba que está entre a maioria. 


É muito raro encontrar pessoas que conseguem expressar para o outro essa palavrinha de três letras e ficar numa boa. Isso porque para dizer um ‘não’ é preciso ter autoconfiança e estar bem resolvido consigo.

Não estamos nos referindo a um não autoritário, conveniente ou vingativo. Esses, todos nós costumamos falar instintivamente, em razão de nossos processos emocionais. O que está em pauta
aqui é o ‘não’ assertivo. Aquele que você diz sem carga emocional; aquele ‘não’ que é simplesmente uma negativa.

Exemplo de um ‘não’ assertivo: Um amigo lhe pede o carro emprestado, mas você não gosta de emprestar seu carro, então, você diz a ele: “Sinto muito amigo, mas eu não gosto de emprestar o meu carro”. Esse é o ‘não’ assertivo, sem rodeios, sem carga, refletindo apenas o seu sentimento. Mas você deve estar se perguntando agora: e se a pessoa ficar chateada comigo? Esse é o problema. É exatamente por esse motivo que não conseguimos dizer não. Porque queremos sempre agradar o outro, em detrimento de nossos reais sentimentos e vontades. E fazemos isso em razão de nossas carências, para ser bonzinho, boazinha. Temos medo de não sermos amados se magoarmos os outros. Essa forma de pensar e agir é equivocada.

Só conquistamos o respeito das pessoas quando expressamos nosso sentimento com sinceridade e, nesse caso, se a pessoa ficar chateada, é um problema que ela terá que resolver. Mas, antes de dizer um 'não' é importante refletir sobre a situação em questão, para evitar o erro de expressar um ‘não’ cheio de carga, de mágoas, de agressividade.

É fundamental ter a certeza de estar dizendo o ‘não’ para uma situação específica e não para punir ou agredir alguém. Por isso a importância da autoconfiança. Ao dizer um ‘não’ para uma criança, por exemplo, deve-se ter em mente a razão desse não; e ao dizê-lo, deve ser mantido, sem voltar atrás. Se o motivo do ‘não’ estiver bem claro, não vai gerar culpa. Exercitar um ‘não’ assertivo não é tão simples. Demanda algumas mudanças de comportamento e de revisão interna. Exige que tenhamos total contato com a realidade e com o aqui e agora. E exige também que busquemos o auto aperfeiçoamento para elevar nossa autoestima e autoconfiança.

Esse aperfeiçoamento vai nos tornar pessoas melhores, mais bem resolvidas;
e, ao alcançar esse nível, estaremos aptos a expressar nosso real sentimento, sem medos, dizendo simplesmente para o outro: sim ou não.

By Fátima Alves 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O humor nosso de cada dia


Como o bom e o mau humor afetam os ambientes e trazem consequências para nosso dia a dia.


Você já sorriu hoje? Com certeza você já deve ter lido ou ouvido essa frase em algum lugar. Ela propõe que a gente pare por um instante para fazer uma breve reflexão: “será que eu já sorri hoje?” Qual a importância do sorriso? 

Ao sorrir, geramos energia de boa qualidade e isso faz com que nosso humor melhore; e se temos bom humor, melhoramos os relacionamentos, as situações desagradáveis ocorrem com menos frequência, passamos a ser mais otimista, mais saudável e viver mais tempo. Isso é real. Existem inúmeras pesquisas que comprovam que o sujeito que costuma sorrir todos os dias é mais imune a doenças, responde mais rápido a medicamentos e a terapias e se livra com mais facilidade de processos depressivos. São pessoas que têm mais amizades, que reagem às situações de forma mais segura e otimista e são mais felizes em suas relações interpessoais.

A pessoa mal humorada é o contrário. Já acorda de mal com a vida. Geralmente tem pensamentos negativos e pessimistas, reclama de tudo, nada está suficientemente bem feito e quem está à sua volta tem de aguentar a cara feia e as energias de má qualidade que ela emana. 

Esse comportamento mal humorado afeta as energias da casa, das plantas, dos animais domésticos. Afeta os relacionamentos, atrai doenças, acidentes e desavenças.

Tudo que pensamos e sentimos gera energia. Podemos gerar energias de construção, de boa vontade, de otimismo ou energias de destruição, pessimismo e má vontade. Nós somos os principais herdeiros do que somos e fazemos, mas infelizmente, nosso comportamento disfuncional afeta também outras pessoas de forma negativa.

Da mesma forma que o mau humor afeta tudo à nossa volta, o bom humor também. Mas as energias do bom humor levam alegria para as pessoas e os ambientes. 

Uma pessoa bem humorada está de bem com a vida e não fica perdendo tempo com coisas pequenas ou situações desagradáveis. Ela geralmente resolve tudo rapidinho, sempre buscando o melhor, pois é otimista e alegre. 

Mas, o mais importante de tudo é saber que é possível mudar um comportamento disfuncional.  

Todo comportamento pode ser modificado se existir vontade e continuidade. Podemos ser pessoas melhores e mais felizes e fazer a todos que estão à nossa volta felizes também. É só querer e buscar.

By Fátima Alves

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Aprendendo a conviver com você


Você costuma se relacionar com você mesmo? Parece uma pergunta meio sem sentido, mas não é. A maioria de nós sente dificuldade de estar só. Temos a crença (errada) de que estar só significa estar solitário. Você sabe de verdade do que você gosta, as coisas que te dão alegria, o que te incomoda, os defeitos que você gostaria de modificar, as virtudes que você possui? Para responder a essas perguntas simples, você precisa se conhecer muito bem e para se conhecer muito bem é necessária a convivência diária com você. Quantas pessoas conseguem passar o domingo sozinhas, em casa, felizes, se dedicando à atividades de que gostam? São poucas as pessoas que conseguem estar sozinhas e são poucas as que conseguem viver prestando atenção aos seus atos e comportamentos para modificar o que não é correto ou positivo. Mas esse é um caminho eficiente para quem deseja aprender a conviver consigo.

Apresente-se a você mesmo sem medo e descubra tudo que você é. Aceite suas dificuldades, pois esse é o primeiro passo para a modificação. Assuma seus erros, sua imperfeição. Se dê o direito de agir em conformidade com seus sentimentos e desejos. Mas faça isso de forma positiva, sem prejudicar outras pessoas. Se achar difícil ou sentir medo de mergulhar em si mesmo para se autoconhecer, peça auxílio a um profissional para que ele te ajude a se reorganizar internamente. Você vai descobrir uma ótima companhia para sua vida: você! A melhor companhia que alguém pode ter é ela mesma.

A grande dificuldade de nossa vida são os relacionamentos. E essas dificuldades ocorrem por conta de nossos comportamentos disfuncionais e convenientes: carência, ciúme, inveja, orgulho, falsidade, raiva, agressividade, passividade etc. Na medida em que vamos nos dando conta desses comportamentos e nos esforçando para modificá-los, vai se alterando o ambiente e as pessoas à nossa volta.

Tenha bom humor e tome atitudes positivas e saudáveis, levando coisas boas e felizes também para seu próximo. Você vai perceber que aos poucos você vai gostando mais e mais de conviver com você até chegar um momento que você não dependerá de ninguém para ser feliz. Porque você terá conquistado a felicidade, que estará dentro de você aonde quer que esteja.

By Fátima Alves

Depressão em crianças e adolescentes

A depressão em crianças e adolescentes é muito mais comum do que se imagina. É importante que  pais e professores fiquem atentos e se informem sobre essa questão para que possam buscar ajuda adequada para o tratamento. Depressão é algo sério mas que felizmente pode ser tratada.

Neste link abaixo, uma entrevista de Dr. Dráuzio Varella com uma médica especialista no assunto.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Maturidade emocional - o caminho para o equilíbrio



Uma das tarefas mais difíceis para o ser humano é lidar com as adversidades do dia a dia de forma equilibrada. Geralmente, situações desfavoráveis causam sentimentos de perda e a pessoa entra em sofrimento, afetando todas as áreas da vida. Mas é possível passar pelas situações adversas, com equilíbrio, sofrendo o mínimo de prejuízo emocional.

As pessoas sofrem em virtude das dificuldades emocionais não resolvidas. E acreditam que não seja possível ser feliz. Geralmente confundem felicidade com prazer. E uma coisa é bem diferente da outra. Prazer está relacionado a satisfação de desejos. Felicidade é um estado interior de plenitude e aceitação da vida, que não depende das situações externas.

A felicidade não está em algum lugar aonde você precisa chegar. A felicidade está dentro de você não importa onde esteja. E para chegar a ela é preciso maturidade emocional. E como alcançar essa maturidade? Por meio do autoconhecimento. Entender as causas das dificuldades, da imaturidade e do sofrimento. Se você sofre por ciúme, por exemplo, é preciso entender porque você sente ciúme. O mesmo acontece com a depressão, com a solidão, com a carência. O que está por trás de tudo isso? É importante e necessário eliminar a causa desse sofrimento.

Para ser feliz é preciso sair das conveniências e do comodismo e olhar mais para fora do próprio ego. Enxergar o outro. Tomar atitudes que não favoreçam apenas a si. É poder pensar e fazer algo maior que nós mesmos. Se passarmos os 365 dias do ano girando em torno de nossos interesses imediatistas, sem fazer nada para crescer e melhorar como pessoas, é pouco provável que sejamos felizes. Quanto mais restrito nosso universo interior, mais dependente ficamos de situações e pessoas e então nunca estaremos completamente satisfeitos.

É possível mudar tudo dentro de nós e à nossa volta para termos uma vida mais satisfatória, equilibrada e saudável. Ser feliz, assim como amar, não depende do outro nem de condições externas, só depende de nosso próprio esforço e competência.

Artigo escrito por Fátima Alves.